Os problemas expostos no 3º Forúm dos alunos provenientes do Brasil e da África que fala português da Universidade Lusófona identificam a subserviência à língua inglesa do mundo universitário português e um preconceito latente em relação ao português falado e escrito por brasileiros e africanos.
O encontro pela integração e acolhimento dos estudantes da Universidade Lusófona, teve lugar dia 28 de Novembro registando as narrativas de estudantes brasileiros e guinienses cujas experiencias foram amargadas por professores que, lhes criaram constrangimentos e barreiras várias, devido à sua forma de falar e escrever português.
Ao contrário do que acontece com os alunos europeus integrados e acolhidos por um programa denominado welcome, através do qual têm aulas de português, orientação e apoios para descomplicar as novas vidas em Portugal, os estudantes africanos, depois das inúmeras e persistentes dificuldades na obtenção dos vistos de entrada, perdem o início das aulas, e quando chegam a Portugal já se encontram endividados para com a Administração da Universidade Lusófona.
Sendo este um dos problemas que mais os aflige, em especial os de Cabo Verde e da Guiné Bissau, procuram trabalho para fazer frente às despesas e às dívidas, porém, o visto de residência que lhes atribuído não permite que trabalhem.

Existe um acordo de cooperação entre instituições de ensino superior dos países da CPLP (COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA), que estará obsoleto a julgar pelos problemas apresentados por estudantes vindos de Cabo Verde, Angola, Brasil e Guiné Bissau, durante o III Fórum dos estudantes da Universidade Lusófona.
Dificuldades com os vistos de entrada, com a questão da língua, que na África Lusófana é para muitos uma segunda língua, com os vistos de residência que não lhes permitem trabalhar e desprovidos e a falta de conhecimentos relacionados com as novas tecnologias fazem com que os africanos e brasileiros que vêm para a Universidade Lusófona busquem acima de tudo, dignidade.
Segundo o principal dinamizador desta iniciativa Prof. Carlos Alberto Poiares o Forúm deve continuar através de mensagens que precisam ser enviadas para emails que constam do site da Universidade Lusófona.