Agressão policial à Claúdia Simões Quem acompanhou o julgamento, a forma discriminatória como a juíza tratava a Claúdia Simões, a cidadã negra angolana e portuguesa, vítima de violência policial em janeiro de 2020, não ficou surpreendido com a sentença do caso decretada esta segunda-feira, pelo Tribunal de Sintra.

A vítima, a Claúdia, transformada em agressora pelo Tribunal, foi condenada a oito meses de prisão, com pena suspensa, sob a alegação de por ter mordido o polícia Carlos Canha, absolvido do crime de agressão.
No entanto, o Tribunal condenou Carlos Canha a três anos de prisão, também com pena suspensa, por dois crimes de ofensa à integridade física e dois crimes de sequestro relativamente aos cidadãos Quintino Gomes e Ricardo Botelho, que tinham sido levados para a esquadra.

Os factos remontam a 19 de janeiro de 2020, quando Cláudia Simões teve uma altercação com o motorista de um autocarro da empresa Vimeca, pelo facto de a sua filha, à data com 8 anos, se ter esquecido do passe.
O motorista chamou o polícia Canha que agrediu a Claúdia na cara e arrancou-lhe os cabelos, factos que o tribunal diz não terem ficado provados apesar das imagem e das sequelas ainda visíveis no rosto de Claúdia.