Racismo: Tempo de Aceitação

by Admin
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Racismo: Tempo de Aceitação

Experiências de outros países nesta matéria e a constatação de que o racismo não é uma questão isolada e pontual de Portugal mas é transversal a vários países foi um dos percebimentos que se evidenciou após três dias de debates no âmbito da Conferencia Afroeuropeus no ISCTE.

De acordo com o Jornal Público, questões aparentemente não visíveis e também os passos dados foram abordados pelas cerca de 300 pessoas que afluíram a conferência que deu voz a activistas portugueses e a vários movimentos anti-racistas vindos de vários países europeus, dos EUA e do Brasil.

Segundo a socióloga Cristina Roldão, ao Público, “a presença de muitos jovens e mulheres nesta conferência mostra que há um número cada vez maior de jovens negros nascidos na Europa que estão a discutir  e a organizar-se para transformar a sua condição em diferentes palcos”.

Beatriz Dias, Presidente da Djass, sublinhou os avanços da luta anti-racista em Portugal com as mudanças feitas na Lei da Nacionalidade embora não indo ao encontro de todas as reivindicações.

Um grupo de trabalho discutiu a criação de uma pergunta sobre a origem étnico-racial nos Censos 2021, e a construção do Memorial da Escravatura são ganhos que levam Beatriz Dias, a dizer sobre racismo : “ainda não conseguimos quebrar a barreira de vidro, mas estamos a ir contra ela e vamos quebrá-la”.

Beatriz Dias sublinhou a importância dos partidos políticos terem actualmente uma agenda anti-racista e o facto da Assembleia da República ter já um relatório sobre racismo discriminação e xenofobia, elaborado com a participação de todos os partidos políticos com assento parlamentar.

A maioria dos oradores questionaram a invisibilidade de figuras negras na sociedade portuguesa lançando perguntas para a reflexão da plateia, refere Joana GH no Público acrescentando que as questões de interseccionalidade estiveram sempre em cima da mesa durante estes três dias, quer nos temas, quer nas discussões posteriores entre entervenientes.

Interseccionalidade é o estudo da sobreposição ou intersecção de identidades sociais e sistemas relacionados de opressão, dominação ou discriminação.

Também em relação ao activismo a partilha foi importante pois deu visibilidade internacional aos movimentos portugueses.