Nova Direcção na Associação de Cabo Verde

by Admin
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Nova Direcção na Associação de Cabo Verde

A nova direcção da ACV- Associação Caboverdeana de Lisboa é composta por 7 pessoas, sendo a maioria mulheres. Após a tomada de posse a 23 de Novembro, a ACV prossegue no seu objectivo de apoiar a população de origem cabo verdiana, sobretudo na área da grande Lisboa. Em entrevista ao BuÉtnico, a actual Presidente Filomena Vicente, sublinhou que as linhas de força do actual programa são desenvolver e melhorar as relações com a população, promover actividades sociais e culturais, a confraternização com cidadãos portugueses e dos países de expressão portuguesa, visando difundir, em especial, a cultura de Cabo Verde. 

“Um dos pontos fortes do nosso Programa é a organização da Biblioteca, do seu arquivo, a criação de um Gabinete de Apoio ao Imigrante em parceria com a Câmara Municipal da Praia, promover cursos e parcerias com outras Associações” diz Filomena Vicente enfatizando que a ACV tem uma Casa do Cidadão, onde caboverdianos e filhos, residentes em Portugal, podem obter documentos, certidões de nascimento e outros.

A pandemia fez chegar a ACV muitas solicitações de apoio na área social, nomeadamente da comunidade cabo-verdiana. Assim, a ACV decidiu, em parceria com a AD SUMUS (Associação de Imigrantes de Almada), apoiar 42 famílias carenciadas, com bebés dos 0 aos 3 anos, residentes na área da Junta de Freguesia do Feijó/Laranjeiro. A iniciativa chamada “Nina Minino”, estender-se-á até ao final do mandado da actual direcção. Por outro lado, a ACV concorreu ao projecto BIG-ZIP, para dar formação a desempregadas em confeção de roupas, sobretudo para deficientes, de forma que as destinatárias fiquem aptas a abrir um negócio próprio. O projecto foi ganho em parceria com a Associação “Toca a Incluir” e a assinatura do Protocolo teve lugar no dia 24 de novembro. “Para nós é uma grande vitória, pois queremos apoiar jovens que abandonam os estudos ou engravidam precocemente e são mais encargo para os pais”, sublinha.

Na foto a presidente de Direção Filomena Vicente, a Vice Presidente de Direção da ACV Fernanda Silva, o Tesoureiro Francisco de Pina, Presidente da MA da ACV , Joaquim Vaz e o sr Embaixador de Cabo Verde em Portugal.

Entretanto, foram já ministradas aulas de Crioulo online, pelo reconhecido Prof. Heinz Petter Heilmr, (Porf.Lonha) com adesão de alunos de diferentes cidades. Durante o confinamento houve debates online e haverá quatro ciclos de debates com especialistas em Crioulo, Língua - Materna de Cabo Verde. Para os estudantes universitários com dificuldade em falar o português correctamente, a ACV pretende aderir ao programa do Governo: “aulas de português para a comunidade migrante".

Em relação às actividades culturais já realizadas, Filomena destacou o lançamento das Revistas da SOCA (Sociedade de Autores de Cabo Verde) e da ALC (Academia de Letras de Cabo Verde), o lançamento do Livro do Poeta cabo-verdiano Danny Spínola, "Salmos ao Sol", o lançamento do "Livro Rouge" de Luís Filipe Sarmento, dia 23 de Outubro, “Foi uma imensa alegria ver o nosso salão de convívio cheio e os amigos da ACV de volta”, refere. De realçar a realização de uma Xintada de Poesia com a colaboração dos escritores Vera Duarte e Luís Filipe Sarmento. Os confinamentos foram a principal dificuldade no trabalho da nova direcção. “O primeiro obrigou-nos a cessar actividades em 85% e o 2º a 100%, agravou-se a situação financeira da ACV e de outras associações. Reabrimos a 100% dia 1 de Outubro de 2021 e já aderimos aos apoios possíveis pois temos despesas fixas,” declarou. 

Na ACV as Eleições decorrem de 2 em 2 anos. “É um mandato muito curto para se fazer o melhor pela Associação e seus associados”. A 19 de novembro deste ano a ACV completou 52 anos. Fundada em 1970 como Casa de Cabo Verde, a agremiação passou a chamar-se Associação de Caboverdeanos e Gineenses, depois dos Movimentos de Libertação se terem fundido num único Partido: o PAIGC-Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde. Como ACV existe desde 1980, após o Golpe de Nino Vieira na Guiné-Bissau.