Famílias contra o racismo
Espanha, país vizinho de Portugal, é um dos poucos países da Europa ocidental com apenas uma ex-colónia em África, a Guiné Equatorial, abaixo do deserto do Sahara. Boa parte da população migrante de Espanha provém dos países da América Latina, facto que tem vindo a mudar nos últimos anos, com a chegada ao país de migrantes de vários países abaixo do Sahara, migrantes que entram em especial, pelas costas espanholas usando pequenas embarcações.
Com a chegada de pessoas de raça negra, as atitudes racistas da população espanhola, têm vindo a aumentar, sobretudo para com as crianças nas escolas e para com as pessoas mais vulneráveis.
Por este motivo, um grupo de pais e mães, juntaram-se, para de maneira organizada lutar contra o racismo de são vítimas, diariamente os seus filhos, nos parques, nas ruas, nas escolas, nos centros médicos, em suma em toda a sociedade as crianças afrodescendentes têm sido atingidas pelo racismo.

Com o objetivo de fazer pressão a nível institucional e político, a Associação AZALAK, subsidiada pelo estado espanhol e pelas cotas dos associados, tem como presidente a angolana Hilária Vianeke, assistente social radicada em Espanha há mais de vinte anos.
Hilária presidiu recentemente um encontro da Associação programado para antes da pandemia. O evento que congregou mais de oitenta famílias, visou a elaboração de documentos e a discussão sobre a preparação de uma curta metragem cujo objetivo é sensibilizar a população espanhola para o problema do racismo.
Esta associação possui vários modelos de famílias, nomeadamente homosexuais, com crianças adotadas de países da África negra, famílias reconstituídas, famílias crioulas ou mistas, famílias monomarentais, monoparentais, entre outras. Portanto, a ideia, para além de lutar contra o racismo, é dar visibilidade aos novos modelos de famílias que se têm vindo a formar nas sociedades.
