Sadia Ahmed nasceu em Mogadíscio, Somália, onde 98% das mulheres ainda são vítimas da MGF (mutilação genital feminina). É uma sobrevivente à esta prática e assumiu a responsabilidade de dar a cara e lutar contra, em qualquer parte do mundo que frequenta.
A ONU revelou em 2014 que esta prática gera infertilidade, perda do prazer sexual, além de oferecer risco de morte causado por possíveis infecções.
O registo do depoimento, em vídeo, de duas jovens sobreviventes de estupro na Somália foi o registo que Sadia Ahmed apresentou num evento de sensibilização para a diáspora e sociedade civil somali na conferência Somália-UK organizada pelo Foreign and Commonwealth Office - Reino Unido.
Sadia saiu da Somália no auge da guerra civil, em 1992. Começou por viver em Roma, Itália, e acabou por se estabelecer em Londres, no Reino Unido.
Estudou Contemporary Media Practice na Westminster University, onde se graduou (BA), e desde então ocupou vários cargos em media, cinema e ONGs locais, abordando questões desde a exclusão social a MGF (Mutilação Genital Feminina), passando por direitos humanos.
Foi investigadora e consultora do primeiro documentário sobre MGF no Guardian Films (https://bit.ly/2FMFUpp), trabalhou no “Men’s Project – MGF” da ONG internacional Daughters Of Eve, com o objectivo de consciencializar ambos os jovens e adultos britânicos-somalis sobre os danos físicos e psicológicos causados a meninas e mulheres submetidas a MGF.
Sadia foi também entrevistada (https://bit.ly/2sCvscA) pela fairplanet.org (sob anonimato) sobre a sua paixão em dar voz às sobreviventes de violência contra mulheres e meninas na Somália.
Esta prática continua a dividir por um lado os defensores a manutenção de tradições de outro mulheres e pessoas que acreditam na importância de cessar práticas machistas.
Entre debates, o presidente Goodluck Jonathan autorizou a criminalização da MGF. Na Nigéria, a lei representa uma mudança de postura deste país da África Ocidental, prevendo também a punição dos homens que abandonarem as mulheres e filhos. Segundo entidades de defesa dos direitos humanos, a mutilação feminina atingiu 25% das mulheres nigerianas entre 15 e 49 anos.
De acordo com levantamento feito por entidades de defesa dos direitos humanos, este hábito que atenta contra os direitos humanos atingiu 25% das mulheres nigerianas entre 15 e 49 anos. A medida também prevê punição aos homens que abandonarem suas mulheres e filhos.
