Aberto 1º Centro Cultural Africano em Portugal

by Admin
3 minutos
Aberto 1º Centro Cultural Africano em Portugal

O primeiro Centro Cultural africano em Portugal é Cabo-verdiano e foi inaugurado sábado, 7 de Julho, para assinalar os 44 anos de independência do país.

Numa concorrida cerimonia na presença de membros dos governos de Portugal e de Cabo Verde, o Ministro da cultura do arquipélago, anunciou que o seu país se prepara para abrir mais Centros de Cultura em Boston, Roterdão, Paris e Dakar.

De acordo com Eurico Monteiro, embaixador de Cabo Verde em Portugal, o Centro Cultural Cabo Verde (CCCV) vai também mostrar obras de artistas de outros países da CPLP.

Ulisses Correia e Silva, primeiro ministro de Cabo Verde na foto abaixo.

Estiveram ainda presentes o Presidente da CML, a ministra da cultura de Portugal, o Presidente da junta freguesia de Santo António onde se situa o centro, o vice presidente da AR, o ministro da Cultura e o Embaixador de Cabo Verde.

A ministra da cultura de Portugal Graça Fonseca na abertura do CCCV

HOJE SENTI-ME CABO-VERDIANA

Texto de Luzia Moniz no FB

Com a inauguração pelo Estado de Cabo Verde do primeiro Centro Cultural africano em Portugal, senti-me cabo-verdiana.
Com as várias centenas de pessoas que assistiram ao descerrar da placa do Centro Cultural Cabo Verde (CCCV), o primeiro fora do arquipélago, senti-me cabo-verdiana.

Com a presença de cabo-verdianos de todas as cores políticas, outros africanos, europeus, asiáticos e americanos, fazendo do acto um acontecimento cultural de referência, senti-me cabo-verdiana.

Porque isso representa a aposta na cultura e na valorização da Diáspora das 10 Ilhas, senti-me cabo-verdiana.
Com a magnifica exposição de grandes nomes das artes plásticas desse país, patente no espaço, inaugurado pelos 44 anos de Independência, senti-me cabo-verdiana.

Com a imponência do edifício antigo de quatro pisos e mais de 400 metros quadrados, modernamente remodelado, no 640 da nobre e cheia de História Rua de S. Bento, próximo da Assembleia da República, senti me cabo-verdiana.

Com o Mural numa das paredes laterais do edifício, representando a arte das batukadeiras, senti-me cabo-verdiana.
Com o concerto, serenata de morna, onde desfilaram belas vozes das ilhas (no feminino e no masculino) em crioulo, senti-me cabo-verdiana.

Com o anúncio feito pelas autoridades do Arquipélago de abertura de próximos centros culturais Cabo Verde em Boston, Roterdão, Paris e Dakar, senti-me cabo-verdiana.

Porque aprendi com as manas e os manos nhas e nhos que as nações não se medem aos palmos, senti-me cabo-verdiana.

Porque essa é uma lição de matriotismo e identidade cultural, senti me cabo-verdiana,

Porque percebi o significado prático de Diáspora, a Sexta Região da União Africana, senti-me cabo-verdiana.
Obrigada, Cabo Verde.